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Energia

Eficiência energética é a chave para reduzir mais 50% no consumo

17 de maio, 2016

Há três megatendências mundiais para as quais a eficiência energética vai ter de ser a resposta: a reindustrialização da era 4.0, a digitalização crescente e um contínuo êxodo populacional para as metrópoles. Estes três fatores prometem aumentar em 50% o cosumo de energia nos próximos 40 anos. “Se aliarmos a estas tendências a exigência de descarbonização, a eficiência energética torna-se mais do que um desafio, um imperativo”, avança o Diário de Notícias.

Assim resumiu o diretor-geral da Schneider Electric Portugal, David Claudino, o essencial do desafio que motivou o 4º debate “Energia Inteligente conectada à eficiência energética” e que, no primeiro painel, versou sobre o seu papel para a competitividade das empresas.

“Com a subida dos custos energéticos, a preocupação com eficiência é prioritária para as empresas onde o peso com a energia é mais relevante, mas também cada vez mais para as outras”, observou Luís Hagatong, o responsável da eficiência energética da Schneider.

Para a multinacional, em que esta área de negócio já representa 20% a 30% do total, a empresa começa por fazer auditorias para diagnosticar como os clientes gastam energia para depois desenvolver as soluções mais adequadas. E uma das conclusões é a de que “às vezes não são necessários grandes investimentos, mas mudanças de processos e alterações comportamentais”, diz Luís Hagatong.

Também a Galp Energia leva cada vez mais a sério a eficiência energética: não só está empenhada em reduzir os consumos dos seus processos produtivos, nomeadamente nas refinarias, com em levar aos seus clientes soluções mais eficientes, lembrou o responsável de Investigação e Tecnologia da Galp, Carlos Martins Andrade.

Nas refinarias em particular, onde as margens são muito estreitas, a Galp tem um projeto de eficiência energética, com participação da Schneider, que estima poupnças de 56 milhões de euros até 2017. Mas atenção centra-se também nas energias renováveis, que, “apesar de terem ainda um custo alto, são o futuro”. No presente da Galp, são já uma realidade projetos, em conjunto com as universidades, para aproveitamento e reutilização de CO2.

O setor das águas e do saneamento básico é outro em que, por ser muito sujeito a desperdícios, a questão da eficiência se põe com particulart acuidade. “É um setor em que se investe a 20/30 anos, para consumos que podem acontecer ou não e onde se fazem campanhas para poupar no consumo do nosso produto”. Assim caracterizou o setor Pedro Fontes, o coordenador do departamento de monitorização e inspeção de ativos da direção de gestão de ativos da Epal.

Ambiente Magazine

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