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As Estacas de Vento

31 de julho, 2015

“Windstalk” é um projeto que inspira-se na maneira como o vento balança um campo de trigo ou canaviais (segundo o escritório de design “Atelier DNA”, de Nova York – autor da obra).
É um empreendimento de energia eólica que  apresenta hastes (como interessante diferencial ecológico) no lugar das usuais hélices (que podem causar acidentes fatais com aves). Além disso, produz a mesma quantidade de energia das tradicionais usinas  eólicas com turbinas.
 
Este projeto consiste em 1.203 hastes (de 55 metros de altura) que são fixadas no solo por bases de concreto (que variam de 10 a 20 metros de diâmetro).
As hastes são feitas por pólos de resina reforçados por fibra de carbono (30 cm de diâmetro na base e 50 cm no topo). A extensão de 50 cm no topo dos pólos é iluminada por uma lâmpada LED (de alta durabilidade e consumo mínimo de energia), que acende e apaga de acordo com a oscilação dos  pólos ao vento. 
Quando não há vento (momento em que os pólos ficam parados), as luzes se apagam.
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As bases que escoram as hastes são posicionadas, ao longo do terreno, em formato de espiral.
Elas se tocam, formando uma espécie de carpete acimentado, e se diferenciam no formato dos vórtices.
Quando chove, a água desliza para os declives das bases, ocupando os espaços ao redor delas e concentrando água (onde a vegetação floresce).
É possivel ter uma experiência única dentro do “Windstalk”: caminhar por entre as bases, contemplando o verde dos arbustos e gramas, deitar-se nos declives das bases e escutar o som que o vento produz quando passa pelos pólos e o silêncio da falta dele. 
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Do ponto de vista técnico, dentro da cavidade de cada pólo da base, há um mastro de discos de cerâmica piezoelétrica (geradora de campo elétrico). Entre os discos de cerâmica, há eletrodos, sendo que cada um deles é conectado com os demais por um cabo que vai do topo para a base de cada pólo.
Quando o vento balança os pólos superiores, o mastro de discos piezoelétrico é forçado por compressão, gerando uma corrente através dos eletrodos.
Dentro de cada base de concreto existe uma câmara côncava que abriga um gerador de torque, que converte a energia cinética dos pólos em energia elétrica.
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A eletricidade não é constante, pois depende do vento. Para compensar, há uma bateria para armazenar energia, que se vale de duas amplas câmaras (tão largas como o campo de hastes e que se encontram abaixo deste).
Há uma câmara superior e outra rebaixada. Quando o vento sopra, parte da eletricidade gerada alimenta uma série de bombas de água (movem o fluido da câmara inferior até à superior). Quando não há vento, a água da câmara superior flui para baixo, transformando as bombas em geradores.
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O projeto “Windstalk”  alcançou o segundo lugar  na competição “Land Art Generator” (2010), que foi  criada pela cidade planejada de Masdar (em construção, seguindo os princípios da sustentabilidade,  dentro de Abu Dhabi – capital dos Emirados Árabes Unidos).
Esta competição tem por objetivo premiar o projeto que ofereça a mais limpa,criativa e funcional utilização de energia alternativa.
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Fontes
//Escritório Atelier DNA// http://atelierdna.com/  /As fotos do post foram retiradas deste site/
//Organização Land Art Generator// http://www.landartgenerator.org/
//All Music Guide//
//Wikipedia//
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Via Consumidor Consciente por Flávio Ottoni – Editor (publicado originalmente em nov/2010)

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