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Orgânicos

Quais são as diferenças entre vinhos biodinâmicos, naturais e orgânicos?

21 de janeiro, 2022

A sustentabilidade está presente nos três estilos, mas cada um tem sua peculiaridade.

As preocupações com o meio ambiente e com a sustentabilidade do planeta estão cada vez mais prementes e fazem com que o mundo do vinho acompanhe essa tendência.

Assim, alguns produtores e consumidores, sempre que podem, tentam mostrar que estão atentos a essas questões. Dessa forma, os vinhos ditos naturais, orgânicos ou biodinâmicos aparecem com força no mercado.

Mas qual seria a diferença entre essas nomenclaturas?

Todas elas denotam vinhos “sustentáveis” ou ecologicamente corretos?

Vamos começar pela categoria orgânico. O vinho orgânico é produzido sem o uso de pesticidas artificiais, fungicidas, herbicidas etc., de acordo com regras estabelecidas por órgãos internacionais. Os viticultores podem cultivar e combater problemas usando produtos que ocorrem naturalmente, como o dióxido de enxofre, ou introduzir predadores ou induzir a confusão sexual usando feromônios.Na vinícola, também se devem evitar aditivos.

O respeito pelo terroir e pela natureza é o princípio que permeia os vinhos orgânicos

O próximo passo é o biodinâmico. A vinificação biodinâmica segue os princípios do filósofo Rudolf Steiner tentando promover equilíbrio e harmonia nas culturas usando de meios como a pulverização de infusões de substâncias naturais, assim como seguir as fases da lua para gerenciar a vinha, colheita, vinificação etc. Nem todos os vinicultores que adotam práticas orgânicas ou biodinâmicas optam por obter uma certificação, que é dispendiosa e demorada para adquirir.

Por fim, a classificação mais controversa é a “natural”. Diferentemente da viticultura orgânica ou biodinâmica, não existe um órgão de supervisão que atribua a certificação “natural” aos produtores de vinho e, dessa forma, não há uma regra pré-estabelecida universal. A ideia principal é intervir o menos possível nos processos, seja cultivo, seja vinificação.

Evitam-se produtos químicos sintéticos, filtragem, adição de leveduras industriais, açúcar ou enzimas e alguns podem até nem regular a temperatura de fermentação. Também são retirados, ou drasticamente reduzidos os sulfitos (SO2), usado para prevenir a oxidação e afastar bactérias indesejadas, um dos pontos que aquecem as discussões sobre a ‘pureza’ dos vinhos.

Ou seja, o que você procura ao comprar um vinho com essas classificações? Se for respeito à natureza, os certificados orgânicos e biodinâmicos são garantias.

Veja também:
AGRICULTURA REGENERATIVA: A PRÓXIMA GRANDE TENDÊNCIA NO VAREJO DE ALIMENTOS
O LADO OCULTO DOS ALIMENTOS ORGÂNICOS

Mas lembre-se que há vários produtores que adotam diversas práticas orgânicas e biodinâmicas, porém não estampam isso no rótulo, pois não são (ou não querem ser) certificados. Então vale a pena conferir a história do produtor e do vinho, especialmente dos que se dizem naturais.

Via Revista Adega

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