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Através da agricultura comunitária, ONG eleva Índice de Desenvolvimento Humano em região carente de SP

13 de julho, 2015

A agricultura comunitária aumenta a oferta de alimentos de elevado valor nutritivo e melhora as condições de vida de grupos sociais em situação de insegurança alimentar. Esses fundamentos certamente serviram de estímulo para a criação da Cidades Sem Fome, organização idealizada por Hans Dieter Temp, em São Paulo.

O ponto de partida do projeto foi na zona leste da capital paulista, em 2004. Com uma população de 3,3 milhões de habitantes, a região tem a metade do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da zona sul da cidade, por exemplo. A agricultura urbana surge, então, como uma resposta eficiente para esse problema. “O objetivo era [em 2004] e continua sendo a integração social de grupos vulneráveis, utilizando como ferramenta de inclusão o trabalho de horticultura, que contribuem efetivamente na melhora da alimentação das crianças e dos adultos”, diz o site da ONG.

A instituição divide o trabalho em quatro módulos, tendo o plantio comunitário como a base de tudo. O Projeto Hortas Comunitárias é o primeiro deles. Desde que teve início, a zona leste da capital paulista ganhou 21 hortas comunitárias. Atualmente, o projeto atende 115 pessoas e todas elas são capacitadas como agricultores urbanos, garantindo sua subsistência e a de seus familiares. Quase mil pessoas já passaram pelo projeto, recebendo instruções para a produção de alimentos e a comercialização dos produtos.

O Projeto Hortas Urbanas, que envolve agricultura, subsistência, sustentabilidade e educação, é o segundo módulo. Ele leva o plantio até as escolas públicas, conectando alunos, pais e professores numa mesma atividade. O objetivo é facilitar o acesso à alimentação saudável, prevenir a desnutrição e a deficiência alimentar em regiões com altos índices de vulnerabilidade social. Um total de 17 hortas já foram plantadas e 4.622 alunos passaram pelas atividades nas escolas desde 2004.

Uma metodologia sustentável para a criação de estufas agrícolas é o foco do Projeto Estufas Agrícolas. Edificadas através do uso de materiais alternativos, que reduzem em 50% os custos da construção, as estruturas proporcionam os mesmos resultados das estufas tradicionais. Elas garantem um cultivo sustentável durante todo o ano, independente das condições climáticas externas. A Cidades Sem Fome já construiu sete estufas alternativas e outras duas estão em fase de planejamento.

Após ter tido êxito nas ações realizadas na cidade de São Paulo, a ONG decidiu expandir o trabalho para outro estado, o Rio Grande do Sul, através do seu quarto módulo de ação: o Projeto Pequenos Agricultores Familiares. O programa, implantado na cidade de Agudo, ajuda pequenos agricultores a diversificarem o cultivo, agregando valor e encontrando novas oportunidades de negócios.

Historicamente, o município concentra seus investimentos na monocultura do tabaco. Por isso mesmo, o trabalho feito pela Cidades Sem Fome tem um impacto significativo. O projeto usa as estufas agrícolas e oferece treinamento e capacitação aos agricultores.

O trabalho da ONG, premiado por instituições nacionais e internacionais, é financiado por empresas parceiras e doações de pessoas físicas. Para conhecer mais e saber como participar, clique aqui.

Fotos: Divulgação/Cidades Sem Fome

Via Razões para Acreditar – razoesparaacreditar.com

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