20 de fevereiro, 2016
Estávamos subindo o Rio Grande do Sul, em direção à Porto Alegre, e decidimos passar em na cidade de Tapes para visitar a Coopat, uma cooperativa do MST (Movimento dos Sem Terra) (Arrepiou de ler o nome? Calma amigo, eles são do bem, sério!). No primeiro momento, já nos reunimos para apreciar um chimarrão e nos conhecer. Quando a recepção é natural, sentimos que a iniciativa fica ainda mais bela. Lá vai sua história!
Dentro da cidade, formou-se o assentamento Lagoa do Junco do MST, em 1995. Hoje moram cerca de 90 pessoas numa vila muito bem organizada, decorada com flores e som de pássaros. A cooperativa surgiu logo depois, em 1998. A importância de trabalhar coletivamente está enraizado na cultura local.
Com o passar dos anos, eles tiveram uma experiência bem assustadora com o uso deagrotóxicos. Um dos agricultores caiu no chão, tonto, escorrendo sangue pela boca e então começou uma nova era na cidade. Acabou essa história de veneno! Agora 100% da lavoura é orgânica. Hoje a Coopat trabalha com 400 famílias assentadas do Rio Grande do Sul que formam a maior marca de arroz orgânico da América Latina: a Terra Livre. Totalmente produzida em assentamentos de reforma agrária!
“VAGABUNDOS!!!!!!”, muitos bradariam depois de ouvir essa informação. Pois não são.

Arroz sem veneno nem fertilizantes químicos, vulgo NATURAL: como foi cultivado por SÉCULOS… mas há uns 60 anos inventaram de começar a tacar venenos extremamente nocivos para matar formas de vida indesejadas à produção.



Nossa sombra na rua linda do assentamento Lagoa do Junco em Tapes 🙂Conheça o PorQueNão? no Facebook, Instagram e YouTube! Projeto de um casal viajando o Brasil todo a fim de disseminar alternativas para um futuro mais harmônico.]
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Adorei o trabalho dessa gente . Duas perguntas : o arroz é de que tipo ? cateto vermelho, perolado , agulha ? E como eles conseguem produzir monocultura sem invasão de pragas ?