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Selo Procel Edificações ganha espaço e certifica os primeiros postos de combustíveis no Brasil

27 de agosto, 2015

Há algum tempo, a sociedade vem cultivando uma cultura em que a preocupação com o meio ambiente, sustentabilidade e eficiência energética estão cada vez mais presentes. Percebe-se isso quando as lojas estampam produtos com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, nível “A” de eficiência energética, para demonstrar um equipamento com um maior nível de eficiência e, portanto, economia para o bolso do consumidor. Atualmente esses produtos são os mais procurados pela população. Com a crise, cada vez mais as atenções se voltam para a economia de energia e o melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Em decorrência do racionamento de energia ocorrido no Brasil no ano de 2001, foi promulgada a lei 10295/ 2001 que viabilizou o estabelecimento de índices mínimos de eficiência energética para equipamentos consumidores de energia, abrangendo também edificações. A partir dessa lei foram desenvolvidas ações mais estruturadas, visando à classificação das edificações em níveis de eficiência energética. Seguindo as diretrizes da Lei de Eficiência Energética, foi lançado em 2014, pela Eletrobras, o Selo Procel Edificações.

Para conseguir o Selo Procel Edificações, a construção passa primeiramente pela etiquetagem e, nesse caso, funciona semelhante à etiqueta dos equipamentos, sendo classificadas quanto ao nível de eficiência energética de A a E, sendo A o mais eficiente.

Entretanto as edificações têm suas especificidades, como explica o gerente da Divisão de Eficiência Energética no Setor Privado da Eletrobras, Marco Aurélio Moreira:

“Diferentemente da concessão do Selo Procel para equipamentos consumidores de energia, no caso da concessão do Selo Procel Edificações é necessário avaliar cada edificação a ser certificada.”

Entre os requisitos para a obtenção do Selo Procel Edificações, a edificação comercial, de serviços e público precisa ser avaliado e classificado com o nível de eficiência A em três sistemas. Envoltória, que é o que envolve a edificação, como fachadas, vidros e cobertura. O sistema de iluminação, por meio de um projeto eficiente: instalação de lâmpadas e luminárias eficientes, divisão de circuitos e o aproveitamento da iluminação natural, por exemplo. E por fim, o sistema de condicionamento de ar deve ser corretamente dimensionado e utilizar equipamentos eficientes.

A etiquetagem de eficiência energética é um processo voluntário para a maioria das edificações, com exceção de prédios públicos federais. Desde 2014, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG publicou a Instrução Normativa nº 2/2014, que obriga todos os prédios públicos federais novos ou que fizerem reformas, a serem etiquetados, obtendo o nível A de eficiência.

Postos Ipiranga no Rio de Janeiro foram os primeiros a receber o Selo Procel Edificações. Rede pretende certificar outros 15 postos em sete estados

Para ser etiquetada, a edificação comercial deve buscar um Organismo de Inspeção Acreditado (OIA) pelo Inmetro, que fará a avaliação do projeto e/ou da edificação construída. Caso tenha adquirido o nível A de eficiência em todos os sistemas avaliados pelo Regulamento Técnico da Qualidade para o nível de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos (RTQ-C), ela passa a ser elegível a receber o selo, que é outorgado pela Eletrobras, explica a técnica do Procel Edifica, Elisete Cunha.

Foi o que a rede de postos de combustíveis Ipiranga fez. Segundo o diretor de Varejo da Ipiranga, Jerônimo Santos, a empresa mantém, desde 2006, estudos sobre eficiência energética por uma questão de redução de custos, uma vez que a conta de energia representava uma despesa alta nas unidades. Foi dessa forma que surgiu o Posto Ecoeficiente, projeto que incorpora itens de preservação de recursos naturais na construção ou reforma de postos, por meio da gestão de energia, água, materiais e resíduos, resultando em uma gestão mais eficiente. Por isso, a Ipiranga acompanha o mercado de construções sustentáveis e suas evoluções. Através deste acompanhamento, eles descobriram o Selo Procel Edificações e avaliaram como relevante para o projeto. “Um selo como o Procel veio agregar valor ao projeto do Posto Ecoeficiente”, disse Jerônimo Santos.

No projeto do Posto Ecoeficiente, eles adotaram medidas como sistema de iluminação eficiente com LED, uso de luz natural integrada com a artificial, sistema de exaustão do calor gerado pelas geladeiras da loja, sombreamento da vitrine, vidro especial, placas solares para aquecimento de água e geração de energia, telhado branco e sensores de presença para o sistema de iluminação. Com isso, as unidades do Jardim Carioca e Carbat já receberam o Selo Procel Edificações.

Jerônimo Santos revela que levou menos de um mês desde o envio da documentação pela consultoria contratada, até a emissão oficial do selo. Ele conta também que inicialmente, 15 unidades foram submetidas ao Selo Procel Edificações. Além dos dois postos no Rio, também serão avaliados postos de São Bernardo do Campo (SP), 2 unidades em Campinas (SP), Dourados (MS), Belém (PA), Canela (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR), Londrina (PR), Paulínia (SP), São José dos Pinhais (PR), Ribeirão Preto (SP), Fortaleza (CE). No momento, o foco está nestes postos.

Mas o tempo que leva desde a primeira avaliação do OIA, até a análise para conquista do Selo Procel Edificações pode variar, já que questões como o tamanho da edificação, a complexidade do projeto e o tempo gasto pelo contratante para o envio de todas as documentações solicitadas são levados em consideração. Marco Aurélio explica que “se o projeto avaliado for um edifício onde todos os pavimentos são iguais, a avaliação deste será mais rápida do que a de um edifício que possua pavimentos diferentes entre si, por exemplo”.

A partir do momento que a edificação recebe o Selo, é estabelecido um diferencial de mercado. E como o Selo Procel Edificações é também aceito como atendimento ao pré-requisito de desempenho energético mínimo da certificação de construção sustentável LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, em inglês), esta edificação já estará um passo a frente para receber mais um certificado de excelência. O LEED está presente em mais de 150 países e avalia competências como implantação do edifício, gestão de água e energia, materiais, qualidade ambiental interna, inovação e prioridades a processos regionais.

A Ipiranga foi a primeira e única até o momento a ter um posto de combustível certificado pelo Selo Procel Edificações e pela certificação LEED no Brasil.

“A forma que você utiliza a energia faz toda diferença. A energia mais barata é aquela que você economiza”, finaliza Marco Aurélio.

Fonte: Gabriela Marques de Oliveira, para o Procel Info

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