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Químicos da OSU descobrem pigmento azul que pode ajudar manter baixa a temperatura dos edifícios

26 de julho, 2016

Após descobrirem por acidente um novo pigmento de cor azul vibrante, químicos da Oregon State University levaram o composto ao mercado sob a forma de uma tinta que parece ter propriedades úteis para melhorar a sustentabilidade dos edifícios. 

Quando experimentavam materiais para estudar aplicações em aparelhos eletrônicos em 2009, o químico Mas Subramanian e sua equipe da OSU misturaram óxido de manganês preto com outros compostos e então aqueceram a 1.090 °C. Surpreendendo a todos, um dos compostos resultantes apresentava uma vibrante coloração azul.

 Cortesia de Oregon State University
Cortesia de Oregon State University

Este pigmento, chamado de Azul YInMn, ou Azul Mas, é formado por uma estrutura cristalina que permite que os íons de manganês  absorvam os espectros vermelho e verde da luz, refletindo apenas azul. Embora esta estrutura já fosse conhecida, ela nunca fora utilizada para propósitos comerciais,  tampouco em pigmentos. 

Usado em tintas, o pigmento é altamente versátil, especialmente por refletir espectros infravermelhos em uma taxa de 40% (considerada alta), ajudando, então, a manter os edifícios mais frios. De modo similar, os produtos que utilizam o Azul YInMn podem ser empregados em revestimentos, plásticos e mesmo em telhados, ajudando a manter baixa a temperatura interna dos edifícios

Além disso, nenhum dos ingredientes do pigmento é tóxico, tornando-o especialmente adequado a ser empregado em tintas. “Desde que os egípcios desenvolveram os primeiros pigmentos azuis, a indústria do pigmento tem batalhado para resolver problemas em relação à saúde, toxicidade e durabilidade”, explicou Subramanian.

Com sua estabilidade e durabilidade mesmo quando exposto à água ou óleo, o pigmento mantem sua tonalidade por muito tempo.

Em maio de 2012, a equipe de Subramanian patenteou o pigmento e desde então vem trabalhando com a empresa Shepherd Color Co. para desenvolver uma tinta para ser comercializada. 

A equipe está também pesquisando modos de desenvolver pigmentos de outras cores com propriedades similares. 

Saiba mais sobre o pigmento aqui.

Via Oregon State University H/T Interesting Engineering.

Archdaily

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