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Comunidade 100% autossuficiente será construída na Holanda

26 de junho, 2016

Programada para ficar pronta em 2017, na cidade de Almere, a ReGen Village terá 100 casas capazes de produzir energia e comida.

O que estas casas têm de diferente das comuns? Elas permitem uma vida autossuficiente a seus moradores! Além de produzir a própria energia e de captar a água das chuvas e do solo, as residências têm ainda um sistema de hortas que viabiliza a produção de comida. 

A ideia nasceu a partir de um trabalho de investigação feito na Universidade de Stanford, nos EUA. Um dos responsáveis pela ideia, o ex-incorporador imobiliário James Ehrlich é dono de uma empresa que só promove construções sustentáveis – a ReGen Villages Holding B.V, sediada na California.

Para dar forma a esta ideia, chamaram o escritório de arquitetura dinamarquêsEFFEKT. E, no inicio deste mês de junho, viram ser aprovado seu primeiro projeto: o da cidade em Almere, situada a 25 minutos de Amsterdam. Lá, serão construídas 100 casas em um terreno de 15.500 m². 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

A pequena vila tem, além das casas, outros espaços e edifícios comunitários: estacionamento com pontos para carregar carros elétricos, horta de produtos sazonais, estufas com fazendas verticais para o cultivo de frutas e vegetais,  espaços para gado e outros animais, caixa de água que armazena a água recolhida, assim como uma central elétrica exclusiva para a comunidade, capaz de gerar a energia de forma eficiente. Existirão também praças públicas e áreas comuns, a exemplo de salas de refeições. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

Uma série de tecnologias existentes no mercado melhorará a qualidade de vida das pessoas. Para abastecer a energia, por exemplo, serão usados processos como geotermia, energia solar e eólica e métodos de biomassa.
Frutas e vegetais serão cultivados em fazendas verticais utilizando métodos aquapónicos e aeropónicos, enquanto os peixes, que também têm lugar na comunidade, criarão fertilizante para o sistema aquapónico e, o gado, matéria para fertilizar a horta. A ideia é que o ciclo se feche em termos da utilização de recursos naturais. Nada se perde, tudo se transforma. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )


As casas serão pré-fabricadas, pois a técnica permite otimizar recursos. Outra solução arquitetónica adotada foi a de uma segunda pele de vidro, capaz de criar um jardim de inverno particular e proteger o lar do intenso clima frio e úmido. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

ReGen Village (Foto: Divulgação )

A solução de fazer fazendas verticais e aquapónicas – método de agricultura que consome menos espaço que os sistemas tradicionais -, resulta em uma intervenção com menor impacto na paisagem, se comparado aos sistemas tradicionais. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

Isto significa que o impacto nas áreas de floresta e de campos será muito menor. A ideia atenta para o cálculo da área do planeta utilizada para agricultura: segundo os dados do empreendedor, 42% da área de terreno do mundo é atualmente utilizada para agricultura. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

O começo da obra está previsto para este trimestre e as primeiras 25 casas serão entregues em 2017. 

A ReGen Village não é só mais uma valia ambiental e financeira, ela acrescenta valor social, pois cria uma situação que potencializa o desenvolvimento do sentido de comunidade. As pessoas fazem parte de um lugar partilhado, voltado à natureza e que proporciona consumo acompanhado de produção.

ReGen Village (Foto: Divulgação )

Do ponto de vista global, estes sistemas de urbanização, carregam um potencial de mudança enorme que permite combater alguns dos maiores desafios da humanidade hoje: a escassez de recursos, o problema da fome em determinadas partes do mundo, a redução das emissões de CO2 e até pode ajudar a diminuir as despesas internas de um município ou país o que, por sua vez, tem influência direta na economia global. 

ReGen Village (Foto: Divulgação )

ReGen Village (Foto: Divulgação )

O projeto das ReGen Villages está em exibição na Bienal de Arquitetura de Veneza no Pavilhão Dinamarques por inclusão na exposição chamada Arte de Muitos e Direito ao Espaço, que foca na arquitetura para comunidades e planejamento urbano. Além deste, existem outros projetos piloto semelhantes para a Suécia, Noruega, Dinamarca, e Alemanha e há planos de desenvolver para África e China.   

Aqui no Studio também estamos fazendo a nossa parte para contribuir com um mundo melhor: temos na prancheta uma residência que segue princípios semelhantes, ela se chama Casa NoVA.

ReGen Village (Foto: Divulgação )

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