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Tijolos vivos prometem casas que se regeneraem na paisagem

26 de agosto, 2019

Os “tijolos vivos” são células a combustível microbianas, capazes de usar uma variedade de combustíveis. 
[Imagem: Rachel Armstrong/LIAR]

Casas vivas

Imagine os tijolos de sua casa agindo como criaturas vivas, sugando o ar e a água, produzindo massa e mantendo você um pouco mais quente no inverno e ajudando a economizar nas contas de energia no verão.

E não há o risco de que esses tijolos vivos se rebelem e ameacem devorar os donos das casas, garante a professora Rachel Armstrong, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

Para Armstrong, as casas mais sustentáveis do futuro serão viabilizadas por esta tecnologia de fabricação de tijolos modulares cheios de microrganismos capazes de usar luz solar, água ou ar para produzir calor e eletricidade, além de materiais como proteínas e fibras.

A tecnologia é um dos resultados do projeto de Arquitetura Viva (LIAR: Living Architecture) , que está reunindo arquitetura, biologia, computação e engenharia para explorar como os tijolos carregados de bactérias podem diminuir o impacto da construção no ambiente, transformar espaços inertes e usar soluções mais sustentáveis em nosso modo de viver.

“O projeto Arquitetura Viva vai mudar a maneira como vivemos em nossas casas, mudando o ambiente doméstico para que ele se torne um espaço natural,” defende Armstrong. “A presença do edifício realmente se torna algo regenerativo na paisagem, e não algo que necessariamente prejudica o meio ambiente. A ambição é desenvolver uma prática de arquitetura ecológica transferível.”

Tijolos vivos prometem casas que se regenerem na paisagem
Os experimentos incluem também componentes não estruturais.  [Imagem: Rachel Armstrong/LIAR]

Biorreatores

Cada tijolo vivo consiste em um biorreator capaz de converter a energia química produzida por um grupo de microrganismos metabolizadores em eletricidade.

Essa tecnologia é conhecida como célula de combustível microbiana.

Um dos aspectos mais inovadores do projeto é a possibilidade de programar esses biorreatores para que eles se adaptem a diferentes contextos e necessidades, como residências, escritórios, escolas, hospitais ou espaços ao ar livre.

Para isso são usados diversas misturas de microrganismos, criando colônias que podem utilizar uma variedade de insumos (água suja, luz visível, temperatura, nutrientes etc.), garantindo uma flexibilidade estrutural e operacional.

O projeto terminou no mês passado e a equipe agora está procurando por colaborações e doações de fundo coletivo para colocar seus resultados em prática ou, pelo menos, para construir unidades de demonstração.

Via Inovação Tecnológica – Redação

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