Vivagreen

Energia

MAIS ENERGIA RENOVÁVEL, MENOS GASTOS

27 de abril, 2016

Se apenas duplicarmos os investimentos atuais em fontes renováveis de energia em todo o mundo, o potencial de economia de recursos é tamanho que podemos evitar custos com efeitos da poluição atmosférica na casa dos trilhões de dólares – mais especificamente, US$ 4,2 trilhões por ano até 2030.
Esta é a conclusão o relatório REmap: Roteiro para a Energia do Futuro Renovável, publicado hoje pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, sigla em inglês). De acordo com o documento, os gastos evitados são até 15 vezes superiores aos custos associados à duplicação dos investimentos em fontes renováveis de energia (de 18% para 36% no mix energético global).

“O que o estudo REmap mostra é que este não é só o caminho mais econômico, mas também o mais social e ambientalmente consciente”, afirma Adnan Z. Amin, diretor-geral da Irena. “Ele cria mais empregos e salva milhões de vidas ao reduzir os efeitos da poluição do ar sobre a saúde humana, além de nos colocar no caminho para limitar o aumento da temperatura global a dois graus Celsius, tal como acordado durante a Conferência do Clima de Paris”.

De acordo com o estudo, os planos nacionais existentes projetam apenas 21% de participação global das energias renováveis até 2030. Para duplicar essa quota, a taxa anual de implantação de energias renováveis precisa aumentar em seis vezes, o que exigiria um investimento anual médio de US$ 770 bilhões até 2030. Com isso, embora o custo do sistema global de energia possa aumentar em US$ 290 bilhões anuais nos próximos 14 anos, mas a economia gerada pelos gastos evitados com os efeitos da poluição atmosférica e das mudanças climáticas será até 15 vezes maior.

O estudo também aponta para o progresso apresentado em energia renovável nos últimos anos, em particular no setor elétrico, mas também indica que setores como transportes, construção civil e indústria ainda estão atrasados na adoção de mais fontes renováveis em seu mix energético. “A transição energética está bem encaminhado no setor de eletricidade, mas para alcançar metas climáticas e de desenvolvimento global, a próxima fase vai exigir mais foco em transportes, aquecimento e refrigeração”, explicou Dolf Gielen,  diretor do Centro de Inovação e Tecnologia da Irena. “Se a duplicação for atingida, esses setores seriam responsáveis por cerca de metade da utilização de energias renováveis em 2030 e por isso devem redimensionar-se dramaticamente para alcançar essa meta.”

Clique aqui e saiba mais sobre o relatório da Irena.

Via Página 22 por Bruno Toledo

Os comentários estão desativados.

Tweets

Vivagreen

Principais posts

Telha ecológica feita com papel e papelão
Construção do ultra-sustentável Estádio Mercedes Benz em Atlanta
Água em pó chega às prateleiras de todo o mundo
As 10 melhores e piores empresas em sustentabilidade corporativa, segundo os brasileiros
Benefícios da moringa oleífera: superalimento contra a desnutrição
A incrível história do Ipê Amarelo que não queria ser poste
Moringa Oleifera, Um Milagre da natureza
Abrigo nos EUA ensina moradores de rua sobre agricultura urbana sustentável
Conheça 11 brechós online para comprar, vender e economizar sem sair de casa
USP desenvolve novo concreto com material reciclável