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L’Oreal quer impressões 3D de pele Humana para testar cosméticos

01 de junho, 2015

Apesar de ainda ser uma necessidade infeliz para o desenvolvimento de produtos farmacêuticos, os ensaios em animais na indústria de cosméticos tem felizmente testemunhado um declínio ao longo dos anos. Seguindo a pressão dos grupos a favor dos direitos dos animais, bem como uma proibição total na União Europeia e em vários outros países, várias empresas do ramo dos produtos de beleza já anunciaram que já erradicaram a prática.

Enquanto estes movimentos foram certamente bem-vindos, as avaliações de segurança sobre os produtos e seus ingredientes ainda precisam ser realizados, então como eles estão fazendo isso? A empresa francesa havia começado uma fábrica de pele humana por volta dos anos de 1980 onde, eles iriam analisar centenas de milhares de amostras a cada ano. Porém agora eles querem acelerar o processo, de modo que eles se uniram com uma empresa de bioengenharia, conhecida como Organovo, para que possam começar a criar impressões 3D de amostras de pele em grande escala.

“Algumas das maiores vantagens potenciais sobre a impressão é relacionado a velocidade de produção, bem como o nível de precisão que a impressão 3D pode alcançar”, comentou Guive Balooch, vice-presidente global de tecnologia incubadora da L’Oreal.

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A questão da impressão 3D para amostras de pele humana não é ideia da L’oreal ou da empresa Organovo, ela já vem sendo estudada como um possível tratamento para pessoas que sofrem com lesões graves ou queimaduras que necessitam de enxertos. Uma abundância de outros órgãos e tecidos podem ser criados usando esta técnica, como bexigas, músculos e vasos sanguíneos, apesar dos órgãos sólidos como o coração serem muito mais desafiadores, devido à sua arquitetura complexa. O processo envolve a adição de camadas de células humanas para moldes feitos a partir de uma substância chamada de hidrogel.

A L’Oreal irá investir na fase inicial e doar o conhecimento e a experiência dos seus cientistas em dermatologia, enquanto a empresa Organovo irá oferecer o uso de sua tecnologia.

Fonte: BBC, Washington Post, Organovo

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