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Em defesa da água, camponesa peruana ganha Prêmio Nobel de Meio Ambiente

27 de abril, 2016

Máxima lutou para proteger a água e os lagos da região norte peruana. (Imagem: divulgação).

O Nobel de Meio Ambiente 2016 foi entregue à peruana Máxima Acuña por sua luta em defesa dos lagos da região norte do país.

Uma causa ambiental deu à peruana Máxima Acuña, em 2016, o Prêmio Goldman, considerado o Prêmio Nobel do Meio Ambiente.

Máxima e sua família bateram de frente contra um projeto da mineradora Yanacocha que pretendia drenar quatro lagoas na região de Cajamarca, no norte do Peru, duas para a extração de minério e duas para armazenagem de rejeitos. Os Acuña possuem uma propriedade em frente à Lagoa Azul, um tradicional ponto turístico peruano.

O temor, não só da ganhadora do Nobel mas dos moradores da região, é que as reservas de água sejam poluídas pela mineradora, o que mudaria drasticamente a vida naquele pedaço de chão.

blue-lagoon-tarapoto-san-martin-pLago Azul, um dos pontos turísticos mais procurados do Peru. (Imagem: Departamento de Turismo do Peru).

“Esta agricultora de subsistência na serra norte do Peru se ergueu para defender seu direito de viver em paz em sua própria terra, uma propriedade procurada pelas companhias Newmont e Buenaventura Mining para desenvolver uma mina de ouro e cobre”, justificou a organização responsável pelo Nobel.

Outras causas

Entre os premiados deste ano do Nobel do Meio Ambiente, estão ainda o cientista porto-riquenho Luis Jorge Rivera Herrera, líder da Coalizão Pró Corredor Ecológico do Nordeste. “O trabalho coletivo do qual sou associado se deve em grande medida à atenção, confiança e paciência que tiveram comigo os membros da imprensa porto-riquenha durante os últimos anos, como parte de seu trabalho de informar, educar e estimular o pensamento crítico entre todos os moradores de nossa ilha”, disse Rivera.

Os outros ganhadores dos prêmios Goldman 2016 são a americana Destiny Watford, o tanzaniano Edward Loure, o cambojano Leng Ouch e a eslovaca Zuzana Caputova.

Os prêmios Goldman, criados em 1989, reconhecem anualmente aqueles que realizam um importante trabalho para proteger e melhorar o ambiente natural, e é dividido por regiões: África, Ásia, Europa, Ilhas e Nações Insulares e Américas.

Via INEAM

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