Jardimverde

Fachada de Edifício Santa Cruz terá área de 561 m² com cobertura vegetal.
SP liberou empresas a fazerem compensação ambiental com os projetos.

O segundo jardim vertical permanente instalado em prédios vizinhos ao Elevado Presidente Costa e Silva – o Minhocão – será inaugurado neste sábado no Edifício Santa Cruz, perto ao Largo Santa Cecília, em São Paulo (SP), segundo o Movimento 90º, responsável pela instalação.

A cobertura vegetal composta por espécies de plantas da mata atlântica começou a ser montada em dezembro. O projeto desta segunda instalação é do artista Daniel Mangranè e faz parte de uma proposta para implantar um “corredor verde” no Minhocão, com o plantio de 8 mil metros quadrados de jardins verticais para melhorar a qualidade ambiental da região.

A ação também é resultado de um decreto publicado em março do ano passado, que permite empresas a fazerem a compensação ambiental de obras e serviços na capital por meio da instalação de jardins verticais e telhados verdes nos condomínios.

Nesta segunda intervenção, o custo para cobrir tem 561 m² de fachada do prédio, em uma área de paredes sem janelas, será de cerca de R$ 500 mil. A manutenção da estrutura será feita pelo grupo Tishman Speyer nos primeiros seis meses. Depois disso, a Prefeitura assume os custos.

O projeto foi desenvolvido pelo Movimento 90º – que reúne profissionais que querem uma cidade mais verde. Além de melhorar a paisagem urbana, essas estruturas ajudam na filtragem da poluição do ar e no conforto térmico tanto no prédio onde está instalado quanto do seu entorno. Em 2013, o Movimento 90º fez um projeto-piloto no local. Durante quase um ano e meio a parede de um prédio do Minhocão ficou coberta com cinco mil plantas.

O movimento quer construir 10 jardins verticais em fachadas só do Minhocão até julho deste ano. Três deles já estão em andamento – Edifício Santos, Edifício Mackenzie e Edifício Filomena – e serão inaugurados até março, segundo o paisagista titular do Movimento 90º, Guil Blanche.

30/08 - Um funcionário começa a colocar diferentes espécies de plantas na parede de um prédio do Minhocão, no centro de São Paulo. O edifício é o primeiro do elevado a receber a cobertura vegetal. Outros 7 aguardam avaliação para construir a estrutura (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)Funcionário coloca diferentes espécies de plantas na parede de prédio do Minhocão, no centro de São Paulo.
O edifício foi o 1º do elevado a receber a cobertura vegetal (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

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Outros condomínios

Um edital de chamamento público foi aberto em maio do ano passado pela Prefeitura para que edifícios vizinhos ao Minhocão possam receber a instalação de jardins verticais. Podem se candidatar condomínios que possuam empenas cegas (paredes sem janelas) que estejam localizadas a uma quadra do Minhocão.

O primeiro jardim vertical permanente instalado em prédios vizinhos ao Minhocão foi o Edifício Huds, que fica na Rua Helvétia. A inauguração foi em setembro do ano passado. Ao todo, 140 prédios, ou uma área equivalente a nove campos de futebol, são candidatos a receber a cobertura de plantas, segundo o Movimento 90º.

A escolha dos edifícios será feita pela Câmara Técnica de Compensação Ambiental, que levará em conta o fato de a nova área verde proporcionar redução da poluição sonora e do calor no entorno. As cartas de intenção devem ser entregues na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), na Rua do Paraíso, 387/389 – térreo, das 9h às 16h.

Jardim vertical suspenso começa a ser montado no Edifício Huds, localizado entre a Avenida São João e Rua Helvetia, em frente ao Minhocão, na manhã desta terça-feira (1), em São Paulo (SP) (Foto: MARIVALDO OLIVEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)Jardim vertical suspenso começa a ser montado no
Edifício Huds (Foto: MARIVALDO OLIVEIRA/FUTURA
PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

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Benefícios
De acordo com a Secretaria do Verde, os jardins verticais têm várias vantagens, como o fato de a temperatura interna das construções ficarem até 7ºC mais baixa. Além disso, as plantas produzem oxigênio e umidade e filtram os poluentes. Elas diminuem ainda os ruídos porque formam uma barreira acústica e melhoraram a paisagem urbana.

Essas estruturas são capazes de sustentar e manter vegetações sobre e paralelamente a superfícies verticais, como prédios com empenas cegas (paredes sem janelas), muros e paredes, porque se adaptam tanto em espaços internos como externos.

Ainda segundo a Secretaria, não há riscos de infiltração para os locais onde o jardim está instalado. Ele também exige pouca manutenção, porque o sistema de irrigação é automatizado, e pode ser retirado posteriormente, sem que a superfície original seja danificada.

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Fonte G1 por Isabela Leite