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A parte mais perigosa da viagem ficou concluida neste domingo com a chegada do avião movido a energia solar à Califórnia.

O avião Solar Impulse pousou em segurança neste domingo, na Califórnia, EUA, terminando assim a parte mais difícil da sua viagem: o sobrevoar do Pacífico, uma vez que a aeronave é movida apenas a energia solar.

“Esta é uma das experiências mais impressionantes que já tive”, declarou Bertrand Piccard, o piloto, mal aterrou depois de um voo de 60 horas dirante as quais não podia dormir mais de 20 minutos.

“É óptimo estar na Califórnia, a terra de pioneiros”, disse, acompanhado por Sergey Brin, co-fundador do Google. “A inovação e o pioneirismo deve continuar. A revolução da tecnologia limpa deve continuar a avançar”, sublinhou, antes de repetir a sua crença de que “em dez anos, existirão aviões eléctricos para transportar até 50 pessoas”.

O Solar Impulse deixou, na quinta-feira, o arquipélago americano do Havaí, no Pacífico, onde esteve vários meses numa paragem técnica para reparar algumas pilhas danificadas pelo calor excessivo durante a viagem do Japão.

O voo entre o Havaí e a Califórnia representou “desafio”, havia estimado no início da viagem Bertrand Piccard.É que esta travessia do Pacífico era a mais perigosa por falta de lugares onde aterrar, em caso de emergência.

O aparelho só transporta uma única pessoa e Bertrand Piccard, 58 anos, tem-se revezado com o seu compatriota André Borschberg, 63, para realizarem o seu voo por etapas. Por isso, cabe agora a Borschberg atravessar os Estados Unidos, da Califórnia até Nova Iorque, onde deverá pousar perto da Estátua da Liberdade. Segue-se a travessia do Atlântico, até à Europa para terminar a viagem em Abu Dhabi.

Recorde-se que o avião tem mais de 17 mil células fotovoltaicas nas asas que captam energia solar. A viagem já começou em Março de 2015, mas foi interrompida e o aparelho esteve parado quase dez meses.

 

Via Publico.pt

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