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Você já viu um corredor elétrico? Sabe para que serve? Ainda que a adesão de carros elétricos esteja incipiente no Brasil, Santa Catarina resolveu adotar soluções para estimular esse tipo de automóvel.

A partir da iniciativa da Celesc Distribuição S.A – com recursos do Programa P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e parceria da Fundação CERTI (Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras) –, começa a ser implantado o primeiro corredor elétrico da região Sul.

O projeto Eletroposto Celesc conta, atualmente, com três estações de recarga elétrica: na cidade de Araquari, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e no bairro Itacorubi, em Florianópolis.

A proposta prevê a instalação dos equipamentos entre a capital do estado e Joinville. Eles foram estrategicamente posicionados para assegurar a extensão a outras cidades, como Blumenau, Jaraguá do Sul e Curitiba.

Como funciona

A energia utilizada pelos veículos é gerada por placas fotovoltaicas ou baterias, que armazenam a eletricidade proveniente da rede elétrica. Essas peças são instaladas nas estações de recarga (eletropostos). Para abastecer, o usuário precisa usar um cartão magnético que permite o acesso ao sistema dessa “bomba de energia”. Ao conectar o veículo no equipamento, o motorista pode acompanhar o carregamento por meio de um aplicativo no celular.

Na unidade que fica na UFSC, o carregamento é semirrápido, levando de três a oito horas para ser concluído. Já em Araquari e em Itacorubi, o processo dura de 15 a 20 minutos – por isso, são chamados postos rápidos.

Para formar o corredor elétrico, o diretor do Centro de Energia Sustentável da Fundação CERTI, Cesare Pica, aponta que serão instaladas mais uma estação rápida (em Balneário Camboriú) e outras três semirrápidas, que devem ser colocadas em supermercados e shoppings de Santa Catarina.

Até ser lançada uma regulamentação sobre os valores, os carregamentos são realizados gratuitamente. E a solução não está disponível apenas para os carros movidos à eletricidade. Também vale para motos e bicicletas elétricas.

Panorama

Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), apenas 2,5 mil carros elétricos circulam pelo país. Entre as diversas causas que provocam esse número inexpressivo, a falta de infraestrutura para a operação da tecnologia pode ser considerada a maior delas. Conforme as estatísticas da entidade, o Brasil oferece menos de 80 postos de reabastecimento, sendo que o primeiro corredor elétrico foi inaugurado em novembro de 2015, no km 67 da rodovia Anhanguera, que liga Campinas a São Paulo.

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Crédito: Pamela Uyttendaele/Shutterstock

Com a baixa demanda, a compra desse tipo de automóvel continua inacessível se comparada aos veículos comuns movidos à combustão. O modelo mais simples de carro elétrico custa cerca de R$ 100 mil.

Imagem capa: Bruno Berretta

Via Portal AECweb