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Solução sustentável com biogás será feita pela Sabesp, em parceria com a iniciativa privada, em estação de tratamento de Barueri, na região metropolitana de São Paulo

Com o objetivo de resolver um histórico problema ambiental, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou neste mês um edital para construir uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior da Grande São Paulo.

Nela são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital.

A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia.

Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade.

Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás, e os resíduos que restarem não poderão mais ser despejados no aterro, como prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado em 2010. 

“A primeira preocupação é de que estamos esgotando os aterros sanitários.

Fomos buscar a melhor tecnologia disponível no mundo para usar o lodo e o biogás para gerar energia”, disse Massato.

O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano.

Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE.

“Essa tecnologia é muito conhecida e traz benefícios ambientais e econômicos.

A decomposição do lodo no aterro emite gases de efeito estufa danosos ao meio ambiente”, explica o químico Biagio Fernando Giannetti, especialista em sustentabilidade. 

Estadão

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