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Além de ambiental, a chegada da lama à Bahia deve causar impactos econômicos significativos por se tratar de uma das principais regiões turísticas do Brasil

A lama que se rompeu da barragem da Samarco em Mariana chegou ao litoral a Bahia, na região de Porto Seguro e Trancoso e do Parque Nacional de Abrolhos. O anunciou da extensão dessa catástrofe ambiental foi feito no início da noite desta quinta-feira (7/1) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama).

A empresa foi notificada a iniciar até amanhã uma análise da água para confirmar se os sedimentos registrados por meio de um sobrevoo na região são mesmo de origem da mineradora – além de se certificar da composição química e tóxica do material. O resultado deve sair em menos de 10 dias – nos casos de análise mais complexa – e imediatamente na averiguação mais simples do material coletado do mar.

As chuvas e a força dos ventos nos últimos dias acabaram mudando o sentido da expansão da lama que chegou ao mar do Espírito Santo depois de contaminar o Rio Doce desde a sua bacia, em Minas Gerais. Além de ambiental, a chegada da lama à Bahia deve causar impactos econômicos significativos por se tratar de uma das principais regiões turísticas do Brasil.

Até agora são 392 quilômetros quadrados de sedimentos de maior concentração da lama – junto à foz do Rio Doce – e 6.197 quilômetros quadrados de lama diluída, em menor concentração de resíduos.

O impacto ambiental da flora e da fauna no Parque Nacional de Abrolhos tem sido acompanhado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A reserva é responsável por concentrar a maior biodiversidade de corais de todo o Oceano Atlântico.

Correio Braziliense

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