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O uso de peles de animais na indústria da moda é um assunto discutido há bastante tempo. Diversas organizações, apoiadas e ancoradas pelo PETA já fizeram centenas de protestos e várias grifes já foram alvos de severas críticas e da luta contra esse uso.

Da mesma maneira, celebridades e blogueiras sofrem pesadas retaliações por postaremlooks ostentando o material.

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Há algum tempo atrás, foi divulgada uma ação super chocante do PETA em que colocava em exposição, peças feitas com o couro de animais exóticos. Ao olhar internamente uma bolsa ou carteira, por exemplo, os clientes de algumas lojas em Bangcoc eram surpreendidos com órgãos dos animais, alguns ainda em funcionamento, como o coração de um crocodilo em pulsação.

Ainda hoje, milhões de animais são sacrificados para obtenção de peles. Como exemplo, temos as raposas, chinchilas, visons, coelhos e couro de cobras e crocodilos, assim como plumas de pavão e outros pássaros que não ficam de fora, principalmente durante o carnaval.

O que choca é justamente a maneira como essas peles são obtidas. Diferentemente da lã, que pode ser retirada sem agressão ao animal, as peles trazem muita dor e sofrimento aos bichos, que vão desde os maus tratos na sua caça/criação, até a retirada que é feita, em grande parte, enquanto os animais ainda estão vivos.

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A foca, por exemplo é friamente morta a pauladas na cabeça (e muitos não sabem, mas também a seda é obtida a partir da crueldade, pois para se obter um fio de seda em perfeito estado de uso, os casulos devem ser cozidos antes do bicho – que está em metamorfose lá dentro – começar a rompê-los).

Esse artigo da PEA explica bem como são mortos os animais e quantos são necessários para a obtenção das peças: 100 chinchilas ou 40 raposas, por exemplo, fazem um casaco de tamanho médio, pra se ter uma ideia.

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Incitado por essas retaliações – e tomada de consciência, talvez – recentemente, um poderoso grupo internacional de marcas de luxo, famoso por utilizar as peles de animais na confecção de suas peças, aboliu o seu uso.

Estamos falando da Armani, que tomou essa decisão em “firme comprometimento” em março passado. E o que a Armani pode nos ensinar com essa atitude?

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Se por um lado o uso de pele de animais é cruel e desnecessário, por outro a produção de tecidos sintéticos (vindos do petróleo – como o poliéster, por exemplo) agride o meio ambiente no seu processo de desenvolvimento. Nessa onda, a produção de tecidos provenientes das plantas deve ser cada vez mais estimulada, não só pelas indústrias, como também fomentado pelos consumidores. Esse link mostra algumas novas pesquisas de tecnologia pra se desenvolver tecidos naturais vegetais e este mostra mais alguns.

Além do acesso à informação que a internet possibilita para conhecermos o sofrimento dos bichos em detrimento do status, já falamos aqui sobre como nosso planeta não suporta mais tantas agressões e que a moda vem tomando cada vez mais um rumo consciente (assim esperamos!). O que devemos entender é que tudo gera um imenso impacto e buscar alternativas é cada vez mais necessário pra conseguirmos viver um ambiente sustentável.

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A atitude do Grupo Armani, vem em um momento de tomada de consciência por parte de uma grande quantidade de consumidores e mostra que se uma marca no topo da “cadeia alimentar” da moda, lançadora de tendências, pode ter esse tipo de atitude, outras do mesmo ou de menor escalão também podem – e devem – seguir esse caminho, inspirando também formadores de opinião – que deixariam de consumir – e outras marcas menores – que deixariam de produzir – até chegar nas bases, que são as massas, altamente influenciadas e aspiracionais das classes mais altas.

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E nós, o que podemos fazer pra acabar com essa maldade? Espalhar o conhecimento, deixando vir à tona a forma de obtenção dessa matéria prima. Tornar cada vez maior a quantidade de pessoas conscientes e exigir o fim dessa exploração.

Em pleno século 21, o ser humano não tem direito de torturar e matar outras espécies e a moda não deveria usar cruel e sangrento meio em nome da indústria da vaidade.

Via FTC por Gabriela Zuri  com referências: Vogue/M de Mulher/Olhar Animal/Anda.

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