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Situação vem se agravando com a baixa umidade do ar provocada pela forte estiagem que castiga o Estado.

Além da vazante histórica do rio Acre, o aumento do número de queimadas preocupa as autoridades do Estado do Acre. A Defesa Civil do Estado cogita a possibilidade de um Decreto de Emergência por causa da situação, que vem se agravando com a baixa umidade do ar provocada pela forte estiagem. Os meses junho e julho de 2016 superaram recordes mensais dos últimos 18 anos, data do início do monitoramento realizado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“A seca do rio Acre nos preocupa porque pode comprometer o abastecimento de água nos municípios que dependem dele, mas também estamos preocupados com as queimadas”, explica o coordenador da Defesa Civil do Estado do Acre, major Cláudio Falcão. “Algumas cidades já amanhecem encobertas por fumaça”, conta. “Nos preocupamos com a questão ambiental e com o impacto é direto na saúde de crianças e idosos, pois as queimadas ocorrem nas redondezas e dentro dos municípios”, avalia.

Ele diz que o órgão já encaminhou a documentação necessária à Brasília para que o Ministério da Integração Nacional reconheça a situação de emergência hídrica e também sobre as queimadas. O Acre está sob um Decreto de Emergência assinado pelo governador Tião Viana no último dia 7 por causa do nível do rio Acre, que já é o mais baixo da história.

Prevenção e combate

Segundo o major, o Governo do Estado criou uma sala de situação liderada pelo Corpo de Bombeiros para monitorar o nível dos rios e as queimadas. “Vários órgãos foram com convidados a participar. Compartilhamos informações com estudos e tabelas e discutimos as futuras ações”, explica.

Para a prevenção e combate de queimadas o Estado tem realizado operações integradas entre os órgãos ambientais como o Instituto de Meio Ambiente do Acre, Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e Defesa Civil.

Monitoramento

De 1º de janeiro a 30 de julho de 2016, o Estado registra 592 focos de incêndio. O maior número de queimadas já registrado pelo Inpe no Acre foi em 2003, com 6.859 focos. Neste ano, junho teve 87 focos, 117% a mais que o recorde de 2015, quando teve 40 registros. Até este sábado (30), julho registra 467 focos, 26% mais que o recorde de 2005, quando teve 368.

Via Portal Amazônia por Izabel Santos