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Fazenda flutuante: a ideia, além de economizar espaço em terra, é cortar gastos do transporte e diminuir a emissão de gases poluentes.

Quem mora em grandes cidades não pensa muito sobre a origem dos alimentos – é como se eles simplesmente aparecessem nas prateleiras do supermercado.

Claro que a coisa é bem mais complicada: envolve o plantio, a colheita, a criação de animais e o transporte.

Com uma produção crescente de comida, fica cada vez mais difícil encontrar terras adequadas para essas atividades. A solução mais recente para isso é bem interessante: usar água como suporte.

Sim, você leu certo – a resposta para a falta de espaço é chamada de Fazenda Flutuante (Floating Farm, no original em inglês).

Construída sobre um suporte que boia, ela pode ser instalada no mar, em lagos ou em rios.

A ideia, além de economizar espaço em terra, é cortar gastos do transporte e diminuir a emissão de gases poluentes.

A primeira fazenda desse tipo está sendo construída no porto de Roterdã, na Holanda – o mais importante da Europa, e deve ser inaugurada em janeiro de 2017.

A iniciativa é da Universidade de Wageningen, junto com empresas como Philips e Beladon – construtora especializada em estruturas flutuantes que pretende, no futuro, erguer cidades inteiras sobre a água.

O espaço será especializado na criação de vacas leiteiras, e vai começar com 60 animais. Imagine só: em breve, quem vive em Roterdã vai ter leite, queijo e iogurte fresquinhos todos os dias, sem que os produtores precisem vencer longas distâncias usando meios de transporte poluentes.

Para diminuir ainda mais o impacto ecológico, parte da energia usada para o funcionamento da fazenda virá da queima do estrume das vacas – que também será usado como adubo para o pasto.

Cada bicho deles terá 15 m² para pastar, um espaço muito maior do que os cubículos em que as fazendas leiteiras industriais colocam seus animais.

A ideia de construir uma fazenda sustentável – e que fosse próxima da cidade – surgiu quando os destroços do furacão Sandy bloquearam as estradas que ligavam as fazendas produtoras a Nova York, em 2012.

Os estoques só duraram três dias antes de começar a faltar comida. Com a construção da primeira Fazenda Flutuante, o objetivo é que a cultura de não saber de onde a comida vem fique cada vez mais obsoleta – e que os habitantes das grandes cidades entendam o impacto que o plantio, a criação de animais e o transporte de alimentos têm no meio ambiente.

Via Exame.com por Helô D’Angelo, da Superinteressante

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