854489

Economizar papel é uma das primeiras bandeiras levantadas por empresas quando querem se dizer “verdes”. Faz sentido já que é bastante fácil colocar em prática e ainda reduz custos para a empresa, como aliás costuma acontecer com muitas iniciativas de foco ambiental embora poucos percebam isso.

tz_home

Fazer anotações no próprio computador, ao invés do papel, ler documentos sem imprimir, salvar comprovantes bancários no computador e não impressos, enfim, as formas são muitas, mas, ao contrário do que se dizia há alguns anos, o computador não reduziu o consumo de papel, pelo contrário, o crescimento é constante. Pensando nisso, a empresa estadunidense TreeZero diz ter encontrado uma alternativa “100% amiga das árvores”

Ao invés de cortar árvores, o papel “TreeFrog” é produzido com fibra de cana-de-açúcar, ou seja, a sobra da extração do açúcar ou etanol. Além disso não utiliza cloro e exige de 10 a 15% menos produtos para o embranquecimento. Como um bom papel que preze pela sustentabilidade, o TreeFrog é reciclável através dos mesmos processos utilizados em papéis comuns de eucaliptos ou pinheiros. O produto ainda não está disponível no Brasil.

Enquanto a matéria prima vier da sobra da cana-de-açúcar já plantada para extrair etanol ou açúcar, não há o que se questionar. A dúvida fica a partir do momento em que áreas forem plantadas com a intenção de produzir este papel.

Uma árvore (eucalipto ou pinheiro) pode demorar até 10 anos para chegar a fase de corte, enquanto a cana se renova a cada dois anos, ou seja, cinco vezes mais produção. Será? Suponho que 1m² de terra para plantio de eucalipto produza algumas vezes mais que 1m² de cana-de-açúcar, e precisaríamos ainda pesar o potencial de absorção de CO2 das duas opções durante a fase de crescimento e o impacto no solo. Não tá fácil pra ninguém ser eco…

por  

Eco4Planet

7 comentários

  • natalia Perdomo disse:

    Cara de pau desgraçada! vai derrubar tudo que é árvore pra plantar cana!!!!

  • Leonardo Cardoso disse:

    Se o eucalipto leva dez anos para a fase de corte e a cana leva 2 anos logo a cana produz 5 vezes mais em 10 anos e absorve mais CO2. Mias uma vez tem que ser EUA. Esse país já produz etanol a partir de resíduos vegetais além da cana e milho. Normalmente são países como EUA, Alemanha, Japão, Coreia e alguns nórdicos produzindo produtos com tecnologia de ponta enquanto o Brasil insiste em ser terreiro dos outros com a agroindústria e mineradoras. Segmentos que só produzem destruição do ambiente e miséria. Mais uma vez o Brasil perde por não ter raça e vontade de produzir novas tecnologias e renovar a matriz econômica.

    • Carla Cristina Canestraro disse:

      Disse tudo Leonardo. Vamos continuar sendo um país subdesenvolvido enquanto a cabeça dos nossos governantes e desse povo votante não investir em peso em EDUCAÇÃO!!! Nós temos fome do novo!! De aprender… chega dessas bolsas miseráveis!

  • Ricardo Milanez disse:

    Vejo esta uma tecnologia uma grande oportunidade para um novo empreendimento no segmento de agronegócios. Suponho que o bagaço de cana possa ser usado para este fim após a utilização na produção de açucar e /ou bebidas.
    Esta ao meu ver é a grande vantagem deste produto/método sobre a indústria tradicional de celulose.

  • Rosângela Politano disse:

    Mas uma pergunta onde vão plantar a cana? Pois é eles vão cortar as árvores pra isso, conheço uma parte enorme do estado de São Paulo que não tem um árvore pra contar a história , só cana a perder de vista …sem contar as queimada…é complicado mas estamos longe e cada vez mais longe de uma solução……O plantio de cana acaba não só com as árvores,, com a fauna , a flora e a história de um lugar, e no final rios de dinheiro enchem os cofres e pra nós tudo vira queimada……

  • Flavia disse:

    Interessante… vocês viram que aqui no Brasil uma menina de 17 anos inventou um isopor biodegradavel a partir do bagaço da cana tbm?
    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/inovador-isopor-biodegradavel-nasceu-na-escola-9aqx364kxyugzwo5vjb9qy0m4

Deixe uma resposta