ELONMUSK

Elon Musk, a bordo do seu Tesla, lidera a corrida pelo lugar de número 1 no mercado dos carros elétricos.

Embora o trânsito das grandes capitais queira fortemente negar essa afirmação, é fato que, nos últimos anos, meios alternativos de transporte ganharam mais espaço em detrimento aos automóveis, que já deixaram de ser artigo estritamente necessário na rotina das pessoas.

Nossos amigos do Drinkfinity listaram, de forma interessante, no site Free The Essence: “sete serviços para viver sem carro”. A lista é relativamente extensa e, entre aplicativos de táxi, Uber e diferentes mecanismos de car sharing, tem espaço para todos os gostos e preferências, ficando praticamente impossível que alguém discorde de que o automóvel já virou um item dispensável na atualidade. Eu mesmo quero muito vender o meu carro (essa peça antiga). Mesmo eu, que não sou um fã de automóveis, acompanho com entusiasmo esse update no mundo. Elon Musk apareceu nessa história para fazer o que ele sabe de melhor: quebrar paradigmas e, consequentemente, mostrar que carros não são tão ruins assim… mas depende de qual carro estamos falando.

O empreendedor, conhecido por ter fundado o Paypal – método de pagamento via internet criado em 1999, quando podemos ousar dizer que mais ninguém no mundo pensava nisso – tem um dom especial para ideias revolucionárias. Ele também coleciona a autoria de projetos como a SpaceX, empresa que pretende organizar viagens para o espaço e barateá-las (saiba tudo sobre, aqui), e a Tesla, marca que vem correndo por fora na disputa pelo domínio do mercado dos carros elétricos, desbancando as tradicionais Nissan e Chevrolet.

Dono de uma série de empreendimentos como os que citamos acima, Musk tem a Tesla como sua queridinha. O primeiro veículo lançado pela companhia data de 2010 e chamava-se Roadster. Dois anos depois, foi a vez do Model S chegar ao mercado e, em 2015, o público adepto aos carros elétricos ou novos consumidores em potencial conheceram o Model X. Apenas um ano depois de apresentar esse recente modelo, a Tesla já saiu na frente mais uma vez e anunciou o Model 3.

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Com fabricação prevista somente para 2017, o veículo já está dando o que falar. Uma vez disponibilizadas as pré-vendas do carro para o público, não levou nem uma semana inteira para o número de unidades reservadas bater a casa dos 300 mil. A arrecadação, claro, foi proporcional: de acordo com dados divulgados (em: “Por que a Tesla é a grande promessa dos carros elétricos”), a empresa, em sete dias, faturou 14 bilhões de dólares – fazendo a injusta conversão para o real, a quantia impressiona mais ainda: 51,6 bilhões.

Claro que o preço de venda do veículo é alto. Tendo como principal característica o fato de funcionar apenas com energia elétrica – a promessa é de 346 km rodados com uma única recarga – o carro chegou ao mercado por 35 mil dólares (aproximadamente 126 mil reais). Entre outras funcionalidades, o Model 3 promete ir de 0 a 100 km/h em apenas seis segundos e, por não ter a necessidade de um motor de combustão como os veículos “normais”, o espaço embaixo do capô do carro é então reaproveitado como um segundo porta-malas.

O veículo também traz uma vantagem um tanto quanto ousada: o sistema de autopiloto. Ele ainda não foi testado na “vida real”, mas a promessa é de que o carro tenha mesmo uma espécie de vida própria, fazendo manobras, estacionando e desviando de empecilhos no caminho por conta. A ideia é a cara dele. E, por que Musk é considerado um dos gênios da tecnologia atualmente.

Veja aqui uma demonstração da tecnologia em funcionamento:
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Como mencionamos acima, o veículo, apesar de já anunciado e disponibilizado em pré-venda pela Tesla, só terá seu lançamento oficial em 2017. Por conta da novidade, a companhia chegará a países onde ainda não está presente nos dias de hoje. Entre eles, sim, o Brasil.

Provavelmente, por aqui, ele dificilmente fará o mesmo sucesso que fez lá fora. Primeiro, por conta do valor. Nosso país enfrenta uma crítica crise econômica e, salvo poucas exceções, ninguém está querendo investir em um novo automóvel, especialmente um de custo tão alto. Em segundo lugar, o Brasil ainda não conta com “destination charges”, isto é, as estações de recarga que a Tesla instala nas cidades onde seus veículos são comercializados (que já existem de ponta a ponta nos EUA). Mas a promessa é que, até o fim do ano que vem, mais de 15 mil novos postos sejam levantados pela companhia – imaginamos que, dentro desse número, o Brasil esteja contemplado.

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Por outro lado, a nossa sociedade busca cada vez mais alternativas econômicas e sustentáveis para substituir hábitos já defasados do nosso dia-a-dia. Prova disso é o boom de ciclovias – e, consequentemente, de ciclistas – que presenciamos no último ano. Analisando por esse ângulo, pode ser que a Tesla encontre por aqui pessoas interessadas em adotar opções menos poluentes e, por isso, futuros consumidores dos carros elétricos da marca.

A empreitada, ao que tudo indica, terá momentos brilhantes pela frente. Com dados tão promissores de pré-venda, a expectativa é alta e é provável que a companhia se firme cada vez mais como número 1 no mercado de carros elétricos. Ainda assim, uma vez que estamos analisando o caminho que a Tesla trilhou até chegar à boa fase atual, é preciso lembrar que, em 2008, a Tesla quase decretou falência ao lado de outro empreendimento de Musk, a SpaceX. Em meio à crise que quase culminou no fechamento de suas empresas, ele conseguiu reverter o quadro e, então, obter investimentos que garantiram fôlego suficiente para reerguer os projetos.

Original, ousado e, por que não dizer, um tanto quanto utópico, Musk é a promessa não só para o mercado restrito da Tesla, mas também para um ainda mais amplo: o nicho das empresas que visam, de alguma maneira, salvar o mundo. Ou pelo menos torná-lo um lugar um pouquinho melhor. Tive a oportunidade de ouví-lo em um SXSW e sim, é um dos heróis modernos.

Via Updateordie por Gustavo Giglio

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