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Projetos que tentam combater o desperdício de comida e ajudar quem precisa são muito bem-vindos.

Como o Delivery Reverso que usa as mochilas dos entregadores de pizza para armazenar doações na volta para as pizzarias de São Paulo.

Uma ideia muito interessante e que incentiva as pessoas a terem o hábito de doar também.

O Projeto Real Junk Food criado por profissionais do meio de abastecimento e ativistas que lutam contra o desperdício de comida, criaram o primeiro “armazém” ou supermercado com alimentos em bom estado que seriam desperdiçados por estabelecimentos e outros negócios em Pudsey, perto da cidade inglesa de Leeds.

E a forma de pagamento é no sistema “pay as you feel”, ou seja, pague o quanto achar que vale, de acordo com as suas condições.

Essa iniciativa ajuda muitas pessoas com dificuldades para alimentar suas famílias.

O ARMAZÉM

O projeto Real Junk Food intercepta comida de fontes variadas, como loteamentos, restaurantes, cafés e fotógrafos de alimentos – que desejam doar seus excedentes. Além dos supermercados tradicionais.

O que significa alimentos em excesso, por isso que a ideia do armazém foi uma solução pertinente, embora não tenha sido planejado de início. Como contou o fundador do projeto Adam Smith ao The Huffington Post UK:

“Nós estávamos interceptando comida na nossa sede central em Leeds em um nível enorme, que nós nos deparamos com comida em excesso e que não poderíamos impedir de apodrecer.”

Então o armazém foi criado e aberto ao público e “Foi um sucesso instantâneo. Nós não planejamos isso, foi uma consequência das operações.”

Adam disse ao jornal The Independent que há planos de abrir um armazém em cada cidade do Reino Unido: “Nós estamos para começar em Sheffield e Bradford [Inglaterra]”, disse ele, bem como o projeto “Combustível para a escola.”

O “Combustível para a escola” é o trabalho de um grupo de ativistas do The Real Junk Food Project que faz as entregas do excedente de comida de supermercados para as escolas. O que alimenta 12 mil crianças por semana.

ORIGEM DA INICIATIVA

A iniciativa do armazém vem de encontro ao que o The Real Junk Food Project já faz por meio de seus cafés, onde oferecem refeições preparadas com alimentos que seriam jogados fora e os clientes pagam pelo sistema “pay as you feel.”

Essa ideia dos cafés surgiu de uma experiência de dezembro de 2013, quando Adam e a esposa Joahanna, fizeram um jantar de natal para pessoas sem-teto nas ruas de Leeds.

Desde então, o café ganhou força e com a ajuda de voluntários, fica aberto sete dias por semana.

Vários outros cafés foram surgindo com o mesmo princípio em outras partes de Leeds e cidades e como afirma a página do Facebook do projeto, “todos estes esforços serão apoiados por um fundo de caridade que serve como uma rede.”

A única regra dos cafés, explicou o fundador ao The Guardian, é que todos devem ser alimentados, não apenas pessoas pobres e os clientes podem pagar o quanto acham que a refeição vale e em caso de não haver condições de pagamento, podem fazer trabalho voluntário ou doar alguma habilidade em vez disso.

E o motivo de pessoas necessitadas não serem o único público alvo está  explicado da seguinte forma no site do projeto:

“Nós não apenas alimentamos ‘moradores de rua’, ‘necessitados’, nem só alimentamos os solicitantes de asilo, refugiados, ou seja quem for. Nós alimentamos a todos.

A fim de provarmos o valor e a segurança da comida [que seria] desperdiçada, não poderíamos apenas alimentar dados demográficos específicos de pessoas. Nós acreditamos que o desperdício de alimentos é absolutamente próprio para consumo humano e por isso é que nós alimentamos – seres humanos.”

SALVAÇÃO

“O armazém tem sido absolutamente a nossa salvação no último mês.”

Essas são as palavras de Kirsty Rhodes em entrevista ao The Independent.

Como ela foi recentemente diagnosticada com uma condição de dor crônica, seu marido não teve alternativa senão deixar o trabalho para cuidar dos três filhos, sendo que um deles tem apenas sete meses de idade.

E por causa disso, a renda familiar reduziu drasticamente: “Com três crianças e dois adultos para alimentar, começamos a lutar imediatamente. Por sorte, nós aproveitamos o mergulho para ir ao armazém e foi incrível!”

Até agora, a família comprou massas frescas, suco, molho de macarrão, sobremesas, frutas, legumes e muita salada, relatou Kirsty ao jornal.

EXPANSÃO E COMBATE AO DESPERDÍCIO

O projeto também trabalha para expandir o seu movimento de cafés com o sistema de pagamento “pay as you feel.” O motivo, é claro, é combater o desperdício de comida e redirecionar alimentos que seriam jogados fora e criar refeições agradáveis para as pessoas.

Por enquanto, o armazém não tem nome e por isso Adam pediu que as pessoas comentassem em seu Facebook para ajudá-lo a criar uma identidade ligada ao trabalho que é realizado.

O The Real Junk Food Project afirma que segue todas as normas de saúde ambiental, o que inclui o transporte dos alimentos, bem como o armazenamento, a forma de preparo e o reaquecimento e que não fornece comida imprópria para consumo.

Quando o alimento passa do prazo de validade, é verificado se pode ou não ser usado para consumo.

Essa é uma maneira inteligente de evitar que comida em excesso vá para o lixo, como frutas e verduras que empacam nos supermercados, produtos que estão perto do vencimento e necessitam de consumo imediato e demais alimentos que em vez de serem jogados fora, são aproveitados.

Fontes: huffingtonpost.com, therealjunkfoodproject.org.

Via Awebic por Taianne Rodrigues

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