Economia-colaborativa

Alugar, emprestar, doar, trocar… Esses são os verbos da economia colaborativa – um formato de economia cada vez mais popular que, na verdade, não tem nada de novo. Nossos antepassados sempre tiveram relações comerciais voltadas para a troca de produtos e serviços e, até hoje, ainda encontramos resquícios dessa prática em muitas comunidades brasileiras.

A diferença agora é que a economia colaborativa está invadindo o ambiente urbano. Esse espaço, sempre tão voltado para o individualismo, agora abre as portas para o compartilhamento.

Como? Bem, para unir pontas e conectar pessoas, nada mais natural do que utilizarmos a tecnologia. Assim, diversos portais têm sido criados para ajudar a fomentar a economia colaborativa em qualquer lugar.

Um exemplo é o projeto Porção do Sol, em financiamento coletivo pela plataforma Eco do Bem, que visa criar um ambiente virtual que ajude a produção agroecológica de Curitiba, em Santa Catarina, a circular melhor pela cidade, ao unir o virtual ao presencial.

Outras iniciativas já são realidade e permitem o compartilhamento de: alimentos, equipamentos esportivos e eletrônicos, roupas, carros e até mesmo… tempo! Curioso para conhecê-las? Confira abaixo nove projetos de economia colaborativa que testamos e aprovamos!

1. TEM AÇÚCAR? 
Você já pediu uma xícara de açúcar ao vizinho? Antigamente, as pessoas tinham o hábito de pedir coisas emprestadas à vizinhança. Com o tempo, isso foi se perdendo. E então surgiu a plataforma Tem Açúcar?, uma ferramenta que auxilia na intermediação de empréstimos de objetos e trocas de favores entre vizinhos. O objetivo não é alugar ou vender produtos, mas apenas emprestá-los. E funciona! Baseado em pedidos, e não em ofertas. Para participar, basta se cadastrar e fazer o pedido do objeto que você deseja. O site envia um e-mail automaticamente para os seus vizinhos mais próximos perguntando quem pode ajudá-lo. A plataforma, então, coloca você em contato com aqueles que responderam positivamente ao seu pedido, por meio de um chat de conversa para a combinação dos detalhes.

2. ALOOGA 
O site oferece, principalmente, três categorias de produtos para alugar: esportivos (como raquete de tênis, luvas de boxe, barracas para acampar…), eletrônicos (filmadora, câmera fotográfica…) e ferramentas (furadeira, ferro de passar roupa, ventilador…). Os preços variam de R$ 5 a R$ 350 por dia de locação. Para anunciar um produto, basta cadastrá-lo na plataforma. Quem aluga faz o pagamento online, via cartão de crédito. O site cobra uma taxa de 15%, mais R$ 0,30.

3. SPINLISTER 
O Spinlister é uma plataforma de esportes de ação que permite aos usuários alugar bicicletas, esquis, pranchas de surfe, snowboard e sups entre si em mais de 50 países. A equipe do portal avalia todos os produtos antes de serem anunciados. Depois de aprovados, os locadores recebem notificações de aluguel e podem entrar em contato com os usuários do serviço para negociá-los. O site repassa o pagamento ao locador somente após o término da reserva. Em caso de roubo ou danos ao equipamento, o Spinlister garante um reembolso (o valor varia de acordo com o objeto).

4. ARMÁRIO COMPARTILHADO 
Procurando um vestido de festa? Então visite o site Armário Compartilhado. Lá tem uma grande variedade de tamanhos, cores e marcas. Por enquanto, o serviço está disponível apenas em Belo Horizonte (MG), onde há um showroom em que as peças ficam expostas. O consumidor faz a reserva online e retira no endereço da empresa. O preço do aluguel é determinado pela companhia e, a cada locação, um porcentual do valor é destinado à proprietária da roupa. Se o vestido voltar com algum dano, o usuário terá de pagar uma taxa extra.

5. AIRBNB 
Se você pensa em alugar um quartinho vago na sua casa ou se hospedar no apartamento de um morador de Paris, o site Airbnb pode ser uma boa opção. No portal, é possível pesquisar quartos extras, casas inteiras e alojamentos únicos (como castelos e até iglus!) em mais de 34 mil cidades de 190 países. Após a escolha, o usuário se conecta com o anfitrião, confirma a data da viagem e faz o pagamento, tudo pela plataforma. A taxa de serviço de 3%, cobrada pelo site sobre o valor de cada locação, já inclui um seguro contra eventuais danos à propriedade provocados pelo hóspede.

6. RENT A LOCAL FRIEND 
Outra ideia para quem gosta de turismo é prestar serviços de guia turístico informal em sua cidade. O portal Rent a Local Friend serve como uma vitrine de anúncios. Para participar, basta criar um perfil mostrando quais línguas você tem proficiência e os assuntos locais que domina, como cultura, gastronomia etc. Passeios, transportes e refeições são negociados entre o usuário da plataforma e o anfitrião. O site cobra 30% sobre o valor do serviço.

7. FLEETY 
No Fleety, os clientes podem alocar carros de outras pessoas pelo período que desejarem – em quatro capitais brasileiras: São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Rio de Janeiro. Uma boa vantagem é a de que o consumidor pode alugar um automóvel de alguém que more próximo dele, evitando deslocamentos desnecessários. Para utilizar o serviço, basta entrar no site da empresa, escolher o veículo, entrar em contato com o proprietário para negociar o preço e o tempo de aluguel e combinar a retirada. O seguro é pago pela Fleety, mas a franquia e possíveis multas ficam a cargo do cliente que alugou. Para o dono do carro, a vantagem é conseguir uma renda extra com o aluguel.

8. BLABLACAR 
Para quem não quer alugar o carro, é possível alocar apenas o assento do automóvel durante uma viagem. Isso é possível na plataforma Blablacar. Basta informar ao site o seu itinerário, a data e hora da viagem e pedir um valor da participação nos custos para cada passageiro. É proibido obter lucro pelo serviço. O pagamento é feito diretamente ao proprietário do veículo na data da carona. E é obrigatório o dono do carro ter um seguro viagem cuja cobertura inclua o passageiro também.

9. DOG HERO 
Que tal cuidar de bichos de estimação em sua casa enquanto os tutores viajam? Essa é a proposta do portal Dog Hero. Ao prestar o serviço, o anfitrião fica em contato permanente com o dono do pet por meio de um aplicativo de celular, em que conversam por chat e trocam fotos. Assim o tutor pode acompanhar a estadia de seu cachorro enquanto viaja. Na taxa cobrada pelo site – 25% do valor da hospedagem – está incluída uma garantia de reembolso de até R$ 5 mil relativos a eventuais custos do proprietário do imóvel com veterinário.

Via The Greenest Post por Eco Rede Social

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