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Descarte! Tá aí uma ação que virou hábito para muitos. É a comida que você fez demais e acabou ficando velha na geladeira, as frutas que já não são tão frescas, o que passou do prazo de validade, as infinitas sacolas plásticas que são “muito úteis” – chegando em casa, acaba a utilidade e tudo vai pro lixo pra não ocupar espaço, os copos, os canudos, o papelzinho pra anotação, entre outros produtos. O pior do hábito de descartar é que além de estar quase sempre acompanhado pelo desperdício, ninguém se pergunta se está fazendo da melhor maneira possível. O seu óleo de cozinha por exemplo, depois de usá-lo, o que você faz com ele?

Muitas pessoas ainda descartam o óleo pelo ralo da pia, pelo vaso, bueiro. Talvez por não saberem que, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), apenas 1 litro de óleo, quando descartado erroneamente, pode contaminar mais de 20 mil litros de água. Não importa se é de girassol, soja, milho, o resultado é sempre negativo: pode entupir a sua tubulação – o que ocasiona o aparecimento de ratos e baratas e exige o uso de produtos químicos altamente tóxicos para limpeza;  quando há falta de um tratamento de esgoto adequado, ocorre a contaminação dos rios, afetando assim a fauna aquática; impermeabiliza o solo, contribuindo com enchentes e agravando o efeito estufa.

A boa notícia é: o óleo de cozinha pode ser re-ci-cla-do! Isso mesmo, anota aí, conta pra mãe, cobra do dono do bar da esquina, do vizinho, do síndico. O que ia virar lixo e literalmente descer pelo ralo, deve ir para uma garrafa PET e em seguida ser utilizado na produção de biodiesel, sabão, detergente, tinta a óleo e muito mais. Hoje em dia existem muitas empresas que oferecem o serviço de coleta desse material e, em troca, fornecem materiais de limpeza. Há um tempo falamos dos caras que resolveram limpar a favela onde moravam e começaram com esse trabalho, lembram? Se você não conhece nenhuma empresa perto da sua casa, não tem problema, o Instituto Akatu fez uma lista com postos por todo o Brasil. Clique aqui e fique por dentro!

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Vale lembrar que não adianta colocar o óleo na garrafa PET e deixar por aí esperando o gari, ou o responsável pela limpeza do prédio, ou qualquer outra pessoa que não tenha a intenção ou não saiba sobre o descarte correto. Não espere que aquilo suma dali no melhor estilo “eu já não joguei na pia, então fiz minha parte”. Pergunte-se se é a melhor maneira. Informe-se e compartilhe com o outro. Não jogue a responsabilidade para o próximo, pegue pra você! Cobre de quem puder, mas faça a sua parte. Aja. Inspire. Faça junto.

Menos 1 Lixo  por Talita Gamboa

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