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A máquina de lavar roupa que reutiliza água por seis meses, a recicladora de papel para escritórios e o tênis feito com plástico retirado dos oceanos são algumas das boas notícias da tecnologia neste final de ano. Um pequeno balanço das novidades que estão por vir:

  • A japonesa Seiko Epson acaba de anunciar uma  máquina capaz de fechar o ciclo de vida do papel usado em escritórios. Ela permite a reciclagem de documentos que iriam para o lixo ou para um reciclador externo, com ônus para a empresa. O equipamento quebra o papel em fibras longas, que são reagrupadas e coladas por agentes químicos. Finalmente, elas são prensadas a alta pressão. O sistema produz papel de impressão “novo” em apenas três minutos, a um ritmo de 14 páginas por minuto e 6.720 páginas numa jornada de oito horas. A Epson pretende promover o produto junto a instituições que lidam com documentos sigilosos, como bancos e órgãos governamentais, e que pagam caro para que eles sejam destruídos com segurança.
  • Adidas  está desenvolvendo um tênis que utiliza exclusivamente plástico retirado dos oceanos como matéria-prima. A empresa anunciou em Paris, durante a COP-21, que já conseguiu incorporar o resíduo à parte superior do calçado, que é tricotada, e a entressola (parte que fica entre o solado e a palmilha), impressa em 3D. A marca espera lançar o produto feito com 100% de plástico reciclado em tiragem limitada no ano que vem. Outros produtos da empresa, inclusive roupas, deverão começar a incorporar o plástico oceânico.
  • Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram uma máquina de lavar roupas capaz de reciclar até 95% da água servida. Ela incorpora um filtro aos equipamentos já existentes para separar a sujeira e o sabão da água, que pode ser reutilizada nas lavagens seguintes inúmeras vezes, por até seis meses.  Batizada de AquaFresco, ela foi criada por Saha Huan, Alina Rwei e Chris Lai que perceberam que os modelos convencionais necessitam de 76 litros de água para remover um volume ínfimo de sujeira. Inicialmente eles propõe que o novo sistema seja adotado por hotéis e outros estabelecimentos que lavam enormes quantidades de roupas diariamente. O produto foi um dos finalistas do MIT Water Innovation Prize, prêmio que promove a eficiência hídrica. O vídeo abaixo (em inglês) apresenta o conceito.
Via Página 22 – Por Regina Scharf

 

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