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Em alguns lugares do mundo, a água potável é artigo de luxo. A falta de medidas públicas voltadas para o saneamento básico e a limitada conscientização das pessoas sobre o assunto dificultam ainda mais a situação.

Pensando em resolver esse entrave, a cientista química Theresa Dankovich inventou o Drinkable Book – um impressionante livro que elimina 99,9% das bactérias presentes na água, tornando-a própria para consumo.

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Com um papel especial, desenvolvido por Dankovich em parceria com os pesquisadores da McGill University e da University of Virginia, a tecnologia funciona como um filtro de água eficiente, saudável e mais econômico que qualquer outro sistema de filtragem. Isso porque cada folha contém nanopartículas de prata cujos íons são responsáveis por combater os organismos causadores de doenças, como cólera e febre tifoide.

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Além disso, até o conteúdo de cada página é impresso em tinta comestível – tanto em inglês quanto em swahili – e apresenta informações sobre hábitos da água potável, como por exemplo manter o lixo distante da fonte, para evitar qualquer tipo de contaminação.

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O Drinkable Book possui 24 páginas, cada uma com dois filtros, sendo que a mesma folha pode limpar cerca de 100 litros de água – o equivalente ao fornecimento de 30 dias. Isso significa que, apenas um livro é capaz de satisfazer uma pessoa durante quatro anos.

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O processo de purificação da água a partir do Drinkable Book é bem simples. Basta destacar metade de uma página, sobrepô-la à uma caixa que constitui a própria embalagem do produto e por último, despejar o líquido, que estará pronto para ser consumido.

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Em colaboração com a instituição sem fins lucrativos Water is Life, o livro potável foi testado com êxito na Gana, Haiti e Quênia e, em breve, será distribuído em outras regiões da África e da Ásia.

Estima-se que o livro custará apenas alguns centavos, já que a produção e o tratamento químico para cada folha têm custo acessível. Porém, sua distribuição no mundo ainda está indefinida, pois está em fase de desenvolvimento e necessita de subsídios para bancar novos estudos.

Fontes: DDB ,  Page Drinking Paper e AECWeb

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